TECNOLOGIA A SERVIÇO DA INCLUSÃO RELACIONANDO COMUNICAÇÃO, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO
TECNOLOGIA A SERVIÇO DA
INCLUSÃO
RELACIONANDO COMUNICAÇÃO, TECNOLOGIA E
EDUCAÇÃO
Por Silvia Neide Lach RU 1831144
Vanessa Carlotto RU 1876324
Polo – União da Vitória
Data 30/08/2017
Ao longo do tempo, as inovações tecnológicas
foram responsáveis por grandes mudanças na sociedade, os novos modos de
produção impulsionaram novas formas de relação social. Na escola não é
diferente, as mudanças sociais pressionam as instituições de ensino a se
adaptar às transformações que cada dia são maiores com o objetivo de formar
pessoas qualificadas para o mercado de trabalho. A inclusão digital ainda é caracterizada por atividades meramente instrumentais, em que
a informática é vista como um pré-requisito de inserção no mercado de trabalho.
A reflexão em torno da importância das novas tecnologias na sociedade e de sua
utilização para fins de participação política ou de instrumento
didático-pedagógico ainda é deixada de lado. A escola precisa se reestruturar
não só para se inserir no mercado de trabalho, mas para questionar as novas
formas de produção e ter condições de propor alternativas à sociedade.
A comunicação é uma necessidade básica do ser humano. De diferentes
formas, todos realizam o movimento natural de expressar desejos e sensações,
compartilhar opiniões e estabelecer uma relação de troca com o mundo. No
entanto, para as pessoas que possuem algum tipo de deficiência física ou
intelectual, este movimento é mais difícil. Ao se deparar com esta realidade, Carlos
Pereira, Analista de sistemas, pai de uma menina de quatro anos, que nasceu com
paralisia cerebral, desenvolveu um aplicativo que auxilia a comunicação da
filha e pode ser útil para muitas pessoas.
O programa desenvolvido por ele, é o LIVOX, um programa de comunicação alternativa para tablets.
“Para as pessoas, a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com
deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis”, complementa Carlos. A
tecnologia a serviço de melhores condições de vida e da transformação social é
o tema da série Aplicativos para a vida, que está na grade do Canal Futura.
O acesso a esta tecnologia ainda está longe de atingir todas as
necessidades, pois o acesso a Internet é restrita em muitos locais e, não é
todas as pessoas que tem condições de adquirir aparelhos de última geração,
para tal fim. No caso das escolas, faltam
investimentos por parte dos órgãos públicos.
Mas o número de pessoas que
utilizam a tecnologia no Brasil está crescendo, “Segundo a pesquisa
desenvolvida pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o aumento
foi de 179% em 2011”. O problema é que a conexão com a internet não acompanhou
este crescimento considerável.
Em uma dessas entrevistas no canal Futura, a professora da ESPM, Ana Amélia
Erthal, falou sobre o assunto: “Além da dificuldade de acesso, é muito raro
encontrar aplicativos que contribuam para alguma causa. Os mais populares estão
relacionados ao entretenimento”, afirmou.
No caso do LIVOX, o Analista explica que não há custos de utilização
para famílias carentes. “Mesmo quando as famílias têm condições financeiras,
não cobro nada pelo aplicativo, mas aconselho um treinamento rápido com uma
fonoaudióloga e terapeuta ocupacional, e isso é pago”, diz. “Já para as
famílias que não têm condições e apertaram seus orçamentos para conseguir
comprar um tablet, não há custo algum”, completa. “Através do site Agora eu
consigo, qualquer pessoa pode doar tablets e contribuir para o tratamento de
pacientes. Com um toque na tela, a pessoa com dificuldades de comunicação consegue
expressar suas sensações e necessidades, como fome, frio, dor, alegria ou
tristeza. Pode ainda, escolher o que gostaria que fosse servido na sua
refeição, fazer perguntas e dar respostas usando milhares de símbolos e sons”.
Fácil de usar, pode auxiliar pacientes com autismo, esclerose lateral
amiotrófica ou múltipla, pessoas que fazem uso de traqueostomia ou têm sequelas
de derrame cerebral. “Não me conformava com o fato de não existir algo assim em
português. Busquei empresas, mas nenhuma se interessou, então resolvi fazer
sozinho”, conta o analista de sistemas. “Estou muito feliz por ver minha filha
e outras pessoas conseguindo interagir, aprender e até se divertir com algo que
criei”.
Ferramentas como esta desenvolvida pelo analista, um projeto pioneiro,
seria uma boa aquisição para as escolas que sentem necessidade em usar
tecnologia para auxiliar no aprendizado de alunos especiais.

Comentários
Postar um comentário