Fonte: Governo do
Paraná
A proposta de usar a tecnologia para estimular o aprendizado
e promover a inclusão no ambiente escolar, vem despertando o interesse dos
educadores. Por isso, é importante que as ferramentas escolhidas promovam a
interação entre as crianças e de forma lúdica contribuam para o seu
desenvolvimento. O uso da tecnologia para a educação pode facilitar o
desenvolvimento motor, tanto para movimentos amplos, como para a motricidade
fina e também se pode escolher algumas atividades que aprimorem a tomada de
decisões, a paciência e a atenção.
Podemos constatar que a partir da década de
90, houve um crescimento rápido da utilização dos recursos tecnológicos, porém
estes eram de difícil acesso as camadas populares, devido ao seu alto custo.
Com o passar dos anos, esses recursos se tornaram um bem indispensável à vida
das pessoas, sendo que hoje, não conseguimos imaginar o mundo sem eles. O mundo
tecnológico envolve “a aquisição, o armazenamento, o processamento e a
distribuição da informação por meios eletrônicos e digitais, como rádio,
televisão, telefone e computadores, entre outros” (MEC, 2012). Esses são meios
de comunicação muito comuns nos lares da nossa sociedade e, principalmente, na
rotina diária das crianças.
Promover a acessibilidade é fazer a sua parte para incluir os
diferentes e reduzir as deficiências sociais. O avanço tecnológico tem, ainda, proporcionado
ferramentas que, adequadas ao contexto e às necessidades de cada aluno, podem
aumentar a probabilidade de desenvolvimento do desempenho acadêmico de cada um
e de todos. Entretanto, a disponibilização destas ferramentas no ambiente
escolar depende exclusivamente da adesão do professor a elas. Para o professor
será certamente exigido uma maior capacitação. Não é uma tarefa fácil, e com
certeza o argumento utilizado, hoje, pelas escolas regulares é de que os
professores não estão capacitados. Esta era
digital exige uma nova postura dos educadores que necessitam modificar seus
modelos de ensino e instrução e dividir a autoridade e a detenção do saber com
as tecnologias as quais não pretendem substituir o saber do professor.
A
escola deve incluir todos. E afirmamos com toda certeza que é muito mais
difícil incluir uma criança, sem nenhuma necessidade especial aparente, mas
vítima da pobreza e de problemas afetivos, do que uma criança com déficits
cognitivos, seja ela com Síndrome de Down , cega ou surda.
A tecnologia para
inclusão é um dos meios de oferecer novas formas de aprendizado e
desenvolvimento. Se a tecnologia for bem utilizada, aliada ao projeto
pedagógico, com certeza os seus alunos terão um avanço no desempenho escolar.
É importante ressaltar que os benefícios da tecnologia
para a inclusão não podem substituir outras práticas que também são
importantes, como atividades com massinha de modelar, dobraduras com papel ou
pintura com tintas, por exemplo. O planejamento pedagógico deve prever o
propósito e a duração de cada atividade. Devemos evitar que as crianças usem a
tecnologia sem um objetivo ou em tempo integral.
Machado, em seu livro Novas
formas de produção de conhecimento (2012), cita que dependendo da
necessidade especial da criança, a tecnologia pode proporcionar uma maior
autonomia para sua aprendizagem.
Alguns recursos tecnológicos sugeridos pelo MEC se fazem
essenciais nesse processo de inclusão, como: lupa eletrônica, ampliadores de
telas, plano inclinado para suportes de livros, impressora em Braille, máquina
datilográfica em Braille, calculadora sonora para alunos com deficiência
visual, ou baixa visão. Para os alunos com surdez, aparelhos de ampliação
sonora e também utilizar-se de diferentes softwares
que transformam a fala em Libras, entre outros. A informática se apresenta como uma forte aliada neste
processo inclusivo, permitindo que alunos com paralisia cerebral, utilizem
estes recursos para editar textos e desenhar com facilidade, podendo trabalhar
o conteúdo de sala de aula juntamente com seus colegas em classes regulares. O interessante é perceber que, ao passo que a
tecnologia está cada vez mais inserida na área da educação, são justas as possibilidades de individualização do
ensino que o tornam mais inclusivo. Parece ser
contraditório, mas, ao passo que alunos têm seu ritmo de aprendizado respeitado,
com o uso de ferramentas que permitem focar nos pontos mais críticos do
processo, os estudantes são nivelados: todos têm acesso aos mesmos benefícios.
E isso vale para o aluno com e sem necessidades especiais. Se um não pode deslocar-se até a biblioteca, todos podem
acessá-la digitalmente.
O governo tem investido em tecnologias para as escolas no
Brasil. Sabemos que ainda está no início essa proposta de inclusão tecnológica
nas escolas, mas já é um avanço em relação ao que tínhamos há poucos anos.
Diferentes materiais para os alunos com necessidades específicas têm chegado às
escolas de todo o país com o intuito de incluí-los na aprendizagem. É preciso
que a escola, em parceria com o MEC, continue a desenvolver tecnologias que
proporcionem a este aluno total acessibilidade à aprendizagem.
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