As tecnologias à favor da Inclusão (Por Mirian Cioczek e Tatiana Tidre)

AS TECNOLOGIAS À FAVOR DA INCLUSÃO

Por: Mirian Aparecida Cioczek   RU:1751872
       Tatiana Priscila Tidre          RU 1799277
Pólo – União da Vitória   
Data 14/08//2017
Fonte: Governo do Paraná

A proposta de usar a tecnologia para estimular o aprendizado e promover a inclusão no ambiente escolar, vem despertando o interesse dos educadores. Por isso, é importante que as ferramentas escolhidas promovam a interação entre as crianças e de forma lúdica contribuam para o seu desenvolvimento. O uso da tecnologia para a educação pode facilitar o desenvolvimento motor, tanto para movimentos amplos, como para a motricidade fina e também se pode escolher algumas atividades que aprimorem a tomada de decisões, a paciência e a atenção.
Podemos constatar que a partir da década de 90, houve um crescimento rápido da utilização dos recursos tecnológicos, porém estes eram de difícil acesso as camadas populares, devido ao seu alto custo. Com o passar dos anos, esses recursos se tornaram um bem indispensável à vida das pessoas, sendo que hoje, não conseguimos imaginar o mundo sem eles. O mundo tecnológico envolve “a aquisição, o armazenamento, o processamento e a distribuição da informação por meios eletrônicos e digitais, como rádio, televisão, telefone e computadores, entre outros” (MEC, 2012). Esses são meios de comunicação muito comuns nos lares da nossa sociedade e, principalmente, na rotina diária das crianças.
Promover a acessibilidade é fazer a sua parte para incluir os diferentes e reduzir as deficiências sociais. O avanço tecnológico tem, ainda, proporcionado ferramentas que, adequadas ao contexto e às necessidades de cada aluno, podem aumentar a probabilidade de desenvolvimento do desempenho acadêmico de cada um e de todos. Entretanto, a disponibilização destas ferramentas no ambiente escolar depende exclusivamente da adesão do professor a elas. Para o professor será certamente exigido uma maior capacitação. Não é uma tarefa fácil, e com certeza o argumento utilizado, hoje, pelas escolas regulares é de que os professores não estão capacitados. Esta era digital exige uma nova postura dos educadores que necessitam modificar seus modelos de ensino e instrução e dividir a autoridade e a detenção do saber com as tecnologias as quais não pretendem substituir o saber do professor.
A escola deve incluir todos. E afirmamos com toda certeza que é muito mais difícil incluir uma criança, sem nenhuma necessidade especial aparente, mas vítima da pobreza e de problemas afetivos, do que uma criança com déficits cognitivos, seja ela com Síndrome de Down , cega ou surda.
 A tecnologia para inclusão é um dos meios de oferecer novas formas de aprendizado e desenvolvimento. Se a tecnologia for bem utilizada, aliada ao projeto pedagógico, com certeza os seus alunos terão um avanço no desempenho escolar.
É importante ressaltar que os benefícios da tecnologia para a inclusão não podem substituir outras práticas que também são importantes, como atividades com massinha de modelar, dobraduras com papel ou pintura com tintas, por exemplo. O planejamento pedagógico deve prever o propósito e a duração de cada atividade. Devemos evitar que as crianças usem a tecnologia sem um objetivo ou em tempo integral.
Machado, em seu livro Novas formas de produção de conhecimento (2012), cita que dependendo da necessidade especial da criança, a tecnologia pode proporcionar uma maior autonomia para sua aprendizagem.
Alguns recursos tecnológicos sugeridos pelo MEC se fazem essenciais nesse processo de inclusão, como: lupa eletrônica, ampliadores de telas, plano inclinado para suportes de livros, impressora em Braille, máquina datilográfica em Braille, calculadora sonora para alunos com deficiência visual, ou baixa visão. Para os alunos com surdez, aparelhos de ampliação sonora e também utilizar-se de diferentes softwares que transformam a fala em Libras, entre outros. A informática se apresenta como uma forte aliada neste processo inclusivo, permitindo que alunos com paralisia cerebral, utilizem estes recursos para editar textos e desenhar com facilidade, podendo trabalhar o conteúdo de sala de aula juntamente com seus colegas em classes regulares. O interessante é perceber que, ao passo que a tecnologia está cada vez mais inserida na área da educação, são justas as possibilidades de individualização do ensino que o tornam mais inclusivo. Parece ser contraditório, mas, ao passo que alunos têm seu ritmo de aprendizado respeitado, com o uso de ferramentas que permitem focar nos pontos mais críticos do processo, os estudantes são nivelados: todos têm acesso aos mesmos benefícios. E isso vale para o aluno com e sem necessidades especiais. Se um não pode deslocar-se até a biblioteca, todos podem acessá-la digitalmente.
O governo tem investido em tecnologias para as escolas no Brasil. Sabemos que ainda está no início essa proposta de inclusão tecnológica nas escolas, mas já é um avanço em relação ao que tínhamos há poucos anos. Diferentes materiais para os alunos com necessidades específicas têm chegado às escolas de todo o país com o intuito de incluí-los na aprendizagem. É preciso que a escola, em parceria com o MEC, continue a desenvolver tecnologias que proporcionem a este aluno total acessibilidade à aprendizagem.

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