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Imagem disponível em: meuamigoediferenteespecial.blogspot.com.br/2015
A educação inclusiva tem como base e senso comum
os alunos de inclusão,em concordância com a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional – LDBEN, em 1961 a Lei nº 4.024/61, aponta que o início do
direito dos excepcionais à educação é regulamentada dentro do sistema geral de
ensino, entretanto, ainda não apresentava um sistema de ensino capaz de atender
às necessidades educacionais especiais, encaminhando os alunos para as escolas
especiais. Somente na década de 1990, por meio do Estatuto da Criança e do
Adolescente – ECA, Lei nº 8.069, determina que “os pais ou responsáveis têm a
obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”.
É fato, que os estudantes com deficiência,
estiveram excluídos quase que totalmente do sistema regular de ensino até os
dias de hoje, visto que muitas escolas do país, não apresentam acesso e tão
pouco recurso financeiro para expressão da educação inclusiva. Por outro lado,
a necessidade de estar e de aprender na escola é um direito de todos os
estudantes, devendo sempre existir alguma diferenciação para participação e
aprendizagem dos alunos. A escola tem o dever de diversificar e diferenciar, ou
seja, inovar estratégias pedagógicas lúdicas e tecnológicas adequadas para
garantir igualdade de oportunidades no processo de escolarização.
A efetivação da pedagogia inclusiva
tecnológica na instituição escolar, não depende apenas de um professor
capacitado, mas também de planejamento adequado, recursos materiais e
financeiros, da união entre a escola e a comunidade escolar. O uso das
tecnologias para a acessibilidade e inclusão vem a crescer no país, visto que
as escolas juntamente com o governo, empresas e comunidade escolar devem
estabelecer a união para incentivar, apoiar e financiar projetos para o ensino
escolar. O processo de renovação ocorre a partir de pequenas ações, por meio de
mudanças práticas na organização do ensino e na aprendizagem escolar, para uma
educação de inclusão de qualidade para todos.
Em 2016 entrou em vigor a Lei Brasileira de
Inclusão, as escolas passaram a rever o seu papel, promovendo e incentivando a
inserção de crianças com qualquer tipo de deficiência no ambiente escolar,
facilitando o seu desenvolvimento, através da tecnologia para inclusão dos
deficientes, por meio de ferramentas que incentivam o lúdico, o desenvolvimento
motor, a paciência e a atenção.
Algumas ferramentas estão contribuindo para
diversos tipos de deficiência e aprendizado como o “teclado alternativo, os livros e
publicações em áudio, planilhas eletrônicas, sublinhadores e organizadores
gráficos, softwares para reconhecimento de fala, leitores de tela e
sintetizadores de voz e a mesa digital”.
A mesa digital conhecida como Play Table é pioneira
desenvolvida no Brasil, interativa e multidisciplinar. Desenvolvida com jogos e
aplicativos para utilizar a linguagem mais adequada para as crianças, mantendo
o conteúdo apropriado dentro das diretrizes do Ministério da Educação - MEC.
Sua tela é touchscreen, de fácil manuseio e com diferentes níveis de
aprendizado, considerada uma excelente tecnologia de inclusão.
O acesso a salas multifuncionais para deficientes nas
escolas, já são disponibilizadas através de recurso pelo governo para a
implantação. A utilização de tabletes e computadores nas escolas facilitam a
comunicação dos alunos com necessidades especiais, através de jogos lúdicos e
interativos, bem como aplicativos por meio de símbolos com frases, quando
clicados transmitem uma voz. “O aplicativo é o resultado de usar o conhecimento
como ferramenta de transformação social”.
A utilização de jogos lúdicos por meio da sala de informática
é aplicado dentro da Escola Núcleo Educacional Jornalista Hermínio Milis em
Porto União, Santa Catarina, com alunos de inclusão interagindo com toda a
turma, em meio as outras atividades escolares. Os alunos do 6º ano do Ensino
Fundamental apresentavam Transtorno de Déficit de Atenção com hiperatividade –
TDAH,utilizavam alguns jogos como o Wii Music, que possui potencialidade de ser
usado como ferramenta pedagógica com crianças da educação básica, abordando de
forma prática e lúdica conteúdos do currículo da Educação Infantil e
Fundamental, através da percepção auditiva e reconhecimento de sons. A música
contribui para o desenvolvimento integral da criança como a motricidade, a
concentração, a sensibilidade, a criatividade e principalmente como uma
linguagem, uma forma de comunicação.
Cabe ao professor refletir e agir de tal maneira que proporcione
ambientes de aprendizagem interessantes aos seus alunos, que estejam
comprometidos com a formação integral, transformando professores e alunos como
transmissores e receptores de informações. A escola também deve estar integrada
às transformações da sociedade, não deixando de lado o histórico cultural.
Desta forma é importante que o professor tenha conhecimento
da utilização dos recursos tecnológicos disponíveis na sua área de ensino. O
uso desses recursos quando aplicados de forma correta possibilitam um ambiente
único de aprendizagem, onde o aluno sinta prazer em aprender. A tecnologia para
inclusão é um dos meios de oferecer novas formas de aprendizado e
desenvolvimento para melhora do desempenho escolar.
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