A Tecnologia a Serviço da Inclusão
Centro Universitário Uninter União da Vitória - PR
Aluno: João Paulo Dalmas
RU: 1387766
Curso: sociologia
A Tecnologia
a Serviço da Inclusão
Art. 4o Toda pessoa com deficiência tem direito à
igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie
de discriminação (Capítulo II, LEI 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015.)
Garantir o
acesso das pessoas com deficiência, a educação, em condições de igualdade com
os demais alunos, e possibilitar sua autonomia, conforme indica a Lei 13.146, é
a missão das escolas: como reinventar práticas consolidadas há tanto tempo.
Assim, antes de uma iniciativa voltada a esse acesso, faz-se necessário a
desconstrução das práticas utilizadas por educadores de formação unânime, e
posteriormente uma reflexão sobre a maneira ortodoxa de aplicar uma avaliação.
Para atender a
premissa de que “a pessoa com deficiência não deve sofrer nenhuma espécie de
discriminação”, a tecnologia tornou-se um aliado da educação, promovendo a
igualdade de oportunidades e uma evolução do processo avaliativo. Nas escolas,
com laboratórios de informática, a opção aconteceu por conta da tranquilidade
do espaço e a presença de um profissional qualificado e inteirado com as
necessidades de cada aluno.
A prática
funcionou da seguinte forma: a equipe do
Laboratório de Informática passou a gravar as provas utilizando o gravador de
sons do Windows e um headset; Com a auxílio de fones de ouvido, cada estudante
senta-se diante de um computador no Laboratório de Informática e, através de
cliques ele pode ouvi-la na ordem que quiser, quantas vezes forem necessárias e
no seu próprio tempo.
Alunos e
alunas do Ensino Fundamental II do Colégio Salesiano Santa Rosa em Niterói, RJ,
que comprovaram Dislexia, Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade e
Síndrome do Espectro Autista, entre outras necessidades especiais, participaram
da aula no laboratório de informática, deixaram os seguintes depoimentos:
“Eu prefiro fazer no laboratório porque eu me sinto
melhor. Eu não consigo entender alguns textos, e também não consigo ler muito
bem, então eu prefiro no laboratório"” (V., 9º ano)
"Eu fiz prova lá em cima a partir do 6º ano e acho
que foi muito válido. Nunca fui uma menina de notas muito altas, porém posso
garantir que se fizesse prova lá em baixo minhas notas poderiam ser até mais
baixas. Para mim, a melhor coisa de fazer prova lá em cima é que você pode ter
uma ajuda. Quando tinha dúvida em uma questão eu perguntava e vocês me
explicavam. Era muito melhor ouvir a prova do que ler, porque eu conseguia
entender mais e melhor. Foi uma experiência muito positiva para mim, pois esse
suporte me ajudou a vencer a dificuldade que a dislexia me impôs” (A. C.,9º
ano).
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