Você pode ver? Seja meus olhos (Por Claúdia Chepernate)
Você pode ver? Seja meus
olhos
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Fonte:(
HTTPS://www.google.com.br/search?biw.ajudeumcegoaver)
|
Por:
Cláudia Fernanda Chepernate
RU: (1824108)
Polo – União da Vitória/ PR
Data (ex. 28/08/2017)
Em uma escola de ensino
fundamental, no município de Paulo Frontin-PR, a professora Vanessa da
disciplina de história, trabalha na turma do 9° ano com o tema sobre as 7
maravilhas do mundo antigo e as 7 maravilhas da modernidade.
Na sala tem um aluno chamado Pedro Henrique 14
anos, portador de deficiência visual, então a professora se adaptou a um
aplicativo de celular inovador e bastante simples, o qual permite que qualquer
pessoa possa “emprestar” sua visão por alguns segundos ao aplicativo.
Funciona como um sistema
de câmera direta, que conecta deficientes visuais com voluntários e permite que
por meio da fala e da imagem, coisas simples do dia a dia possam ser
resolvidos. O nome desse aplicativo é Be My Eyes, que significa seja
meus olhos. O aplicativo foi criado pelo dinamarquês Hans Jorgen Wilberg.
Ao conectar o
aplicativo, você escolhe se é um voluntario, ou um deficiente visual, no caso
de ser um deficiente visual o aplicativo oferece toda a acessibilidade
necessária para se conectar a outra pessoa, e aguarda até que um pedido de
ajuda seja enviado, as orientações do voluntario são feitas por escrito e o
aplicativo consegue lê-las em voz alta para a pessoa com deficiência visual.
A idéia é a de que ao
longo da aula os colegas da turma possam se conectar como voluntários, para que
Pedro Henrique possa saber o que são cada uma das maravilhas a serem estudadas,
suas características, datas em que existiram ou ainda existem, os lugares onde
estão localizadas. A professora tem em mente que devemos incluir os deficientes
visuais na cultura. E colocar toda a turma para interagir na inclusão fará com
que se tornem adultos com a consciência de que é preciso incluir todo mundo na
vida social sem preconceitos.
O único ponto negativo
observado pela professora é de que, tendo que conectar a internet para turma
poder usar o aplicativo, não teria como ter controle sobre se estariam
interagindo em redes sociais. Para finalizar, quando é questionada sua opinião
sobre a inclusão a professora Vanessa faz uma citação segundo Sassaki (1997).
Formado em serviço social, ele visa a inclusão escolar.
“o processo pelo qual a
sociedade se adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais,
pessoas com necessidade educativas especiais e simultaneamente estas se
preparam para assumir seus papeis na sociedade. A inclusão social constitui,
então um processo bilateral no qual as pessoas ainda excluídas e a sociedade,
buscam em parceria equacionar problemas decidir sobre soluções e efetivar a
equiparação de oportunidades para todos”.

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