APLICATIVO DE LEITURA DE LIVROS GRÁTIS AUXILIA DEFICEINTES VISUAIS NAS AULAS DE LITERATURA EM ESCOLA PÚBLICA DO INTERIOR DO PARANÁ (POR REGINA JAREMKO)

APLICATIVO DE LEITURA DE LIVROS GRÁTIS AUXILIA DEFICEINTES VISUAIS NAS AULAS DE LITERATURA EM ESCOLA PÚBLICA DO INTERIOR DO PARANÁ


(fonte: https://www.google.com.br)
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Por: Regina Jaremko
RU; 1832320
Polo UNINTER União da Vitória – PR
Data: 20/09/2017

Uma professora de Língua Portuguesa do Colégio Estadual Cecília Meireles, na cidade de Paulo Frontin, desenvolveu um Projeto de conscientização sobre a Deficiência Visual, onde buscou incorporar o uso do aplicativo DD Reader para auxiliar um aluno nas atividades de leitura. O projeto envolveu alunos da turma do 2° ano do Ensino Médio, cuja turma possui um aluno com a deficiência já citada, a partir de quem viu-se  a importância de adotar o uso do aplicativo, visto o seu grande interesse pelas obras literárias, as quais apenas conhecia algumas poucas por intermédio da leitura dos colegas e professora. No projeto, estudou-se a deficiência com a turma toda, concluindo-se o mesmo com a implantação do uso do aplicativo pelo aluno cego, que contou com auxílio dos colegas para baixar o aplicativo e adaptar-se ao uso do mesmo. A participação dos alunos foi muito espontânea, pois a turma tem um carinho muito grande por Carlos, a quem ficaram satisfeitos em ajudar a “enxergar” o universo literário que ele tanto adora.
No início do ano letivo de 2017, a professora Juliana, que leciona a disciplina de Língua Portuguesa nas turmas do Ensino Médio, no Colégio Estadual Cecília Meireles, na cidade de Paulo Frontin – PR, desenvolveu um projeto de estudo da Deficiência Visual e implantação do uso do aplicativo DD Reader por um aluno cego nas atividades de leitura dentro e fora da sala de aula.
O projeto denominado “Todos juntos pela inclusão”, envolveu alunos da turma do 2° ano do Ensino Médio do período Vespertino, onde há um aluno cego incluso.
Diante da inclusão do aluno na sala de aula, a professora, juntamente com os alunos da turma, perceberamo grande interesse que Carlos demonstra pela literatura, contando histórias que ouvira de alguém para a turma nos seminários de leitura, nos momentos de debate sobre obras literárias em sala de aula. A partir disso, a professora e os alunos viram a importância de ajudar Carlos a conquistar uma independência quanto à atividade de leitura, não precisando pedir que um colega, professor ou familiar leia para ele.
Depois de muita pesquisa, descobriu-se e estudou-se uma maneira de incentivar Carlos a adotar o uso do aplicativo DD Reader, para que pudesse conhecer de maneira mais independente as obras literárias.
O aplicativo, desenvolvido por Pedro Milliet e Eduardo Perez (ResultsLtd.) em parceria com a Fundação DorinaNowill para cegos, oferece livros no formato digital DAISY 3.0 e pode ser utilizado no formato áudio, texto ou navegação texto ou áudio. Dessa forma, não apenas Carlos, mas outros alunos da sala se interessaram e baixaram em seus aparelhos de celular o aplicativo, o que trouxe muitos ganhos e benefícios para as atividades de leitura, considerando o baixo interesse da turma pela leitura antes desse dia.De acordo com a pesquisa, a professora relatou que o aplicativo foi desenvolvido
para atender plenamente a necessidade de acessibilidade dos deficientes visuais, sem comprometer o design para utilização de pessoas videntes, sendo por isso uma ótima ferramenta tanto para o aluno cego quanto aos demais alunos, para organização das obras literárias em forma de biblioteca, obras lidas.
Para Carlos, segundo a professora, o DD Reader foi uma ótima ferramenta, pois o seu sistema de Eco e comandos em voz sintetizada permitem a ele o contato com as obras literárias a qualquer momento.
Carlos ficou muito contente ao ver a turma toda engajada em ajudá-lo. Relatou suas dificuldades para ter acesso às obras literárias, sua dependência de outras pessoas para conhecer as estórias e poesias eo seu amor pela literatura, o que comoveu a turma toda, que sentiu uma grande necessidade em fazer algo para tornar a leitura uma atividade um pouquinho mais fácil para ele.
Com isso, vários alunos se propuseram ajudar Carlos, desde baixar o aplicativo no celular dele, até Carlos adaptar-se com o aplicativo, auxiliando-o nos primeiros dias.
Ao final do projeto, Carlos só tem a agradecer a disposição de seus colegas: “Eu nunca imaginaria que pudesse encontrar uma turma de amigos tão preocupados comigo, com o meu bem-estar. Estou muito feliz, pois agora posso ler os livros de literatura, que tanto gosto! Agora, meus ouvidos tornaram-se os meus olhos para vislumbrar o mundo dos poetas. Obrigado à professora Ju e aos meus amigos queridos!”
A turma do 2° ano sente-se satisfeita por conseguir cumprir com o seu maior objetivo: ajudar o Carlos: “Nós ficamos muito felizes por poder ajudar o Carlinhos. Ele é muito querido por todos nós e sempre devemos estar prontos a facilitar o dia-a-dia de pessoas que apresentam alguma limitação.”
A professora Juliana, conta o que representou a ela essa experiência: “Eu acredito que a inclusão deve ser um tema a ser trabalhado com todos os alunos. Todos devem estar envolvidos nesse processo. Cada um tem algo a contribuir, a ajudar. Educar, eu acredito, é principalmente humanizar, formar pessoas que sejam capazes de identificar as dificuldades do próximo e ter a humildade de ajudar, de usar o conhecimento e habilidades que tem para ajudar. Educar é capacitar ao amor fraterno.”
Linda iniciativa! Parabéns á professora, por semear sentimentos tão valiosos em seus educandos, e aos alunos, pela criatividade e disponibilidade em ajudar seu colega! Com toda a certeza, o trabalho de uma equipe engajada, de uma sociedade unida, pode sim, tornar a inclusão um processo possível!

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