A socialização e inclusão através da tecnologia ( Por Vilmar Ferreira, Luana Locatelli e Simone Witchemechen)

 

A SOCIALIZAÇÃO E INCLUSÃO ATRAVÉS DA TECNOLOGIA
Por VILMAR ISRAEL DE ANDRADE FERREIRA RU 1337869
LUANA LOCATELLI RU 1314459
SIMONE APARECIDA WITCHEMECHEN  RU 1314454
PAP União da Vitória-PR
Data 01/09/2017



Fonte: PlayTable

Ao ser aprovadaa Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, que trata de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), as instituições de ensino, sejam elas particulares ou públicas, tiveram que se adequar aos “novos” alunos que iriam receber. Professores e equipes pedagógicas, através de cursos, seminários, palestras, tiveram que se orientar sobre a questão e de como seria tratada. O mercado não ficaria de fora, visto que produtos e softwaresforam produzidos para atender as necessidades destes alunos.
Dentro deste universo encontramos a mesa interativa e multidisciplinar PlayTable. Uma mesa digital para educar e divertir crianças dos 3 aos 10 anos. Feita em plástico resistente, com uma tela Full HD de 21 polegadas sensível ao toque (sendo com as mãos ou objetos de plástico e de metal), também, resistente a líquidos e batidas. A ligação elétrica é feita por um único cabo, possui entrada para USB e conexão WI-FI para a instalação dos aplicativos educacionais. A empresa desenvolvedora desta tecnologia é a Morphy, empresa de Blumenau que atua no mercado com soluções interativas para internet e outras plataformas, conforme informações no seu site http://playtable.com.br/acessibilidade/.
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Os aplicativos de jogos educacionais interativos que a mesa utiliza, são baseados pelas diretrizes curriculares do MEC; “Montamos um time multidisciplinar para a criação dos jogos educativos, contando com a ajuda de profissionais de educação especialistas em cada tema para garantir que estes jogos complementem o que é ensinado em sala de aula em todo o Brasil”, conta Marlon Souza, diretor da Morphy Digital Group. Segundo o site da empresa, a mesa interativa auxilia na coordenação motora, no desenvolvimentodas habilidades cognitivas, como também, na aplicação das disciplinas a serem trabalhadas em sala de aula.
Esta ferramenta já foi adquirida pela Escola Municipal Paulo Freire localizado no município de União da Vitória-PR,e tem causado bons resultados. O professor João Pereira da disciplina de artes tem utilizado os aplicativos de jogos para promover a socialização. Na turma de 3º ano do ensino fundamental, o estudante Augusto é cadeirante, devido sua limitação, muitas das vezes era excluído das brincadeiras com os demais alunos no intervalo. Entretanto, com a chegada da mesa digital recém-adquirida pela escola, o professor sabendo da situação do seu aluno pode trabalhar com ele e seus colegas a socialização, fazendo com que se relacionassem, mostrando que a limitação de Augusto não afeta seu desenvolvimento intelectual. Com jogos como: o da memória, pinturas em dupla, quebra-cabeça, entre outros; tem demonstrado grandes resultados. “Agora o Augusto não fica excluído das brincadeiras, pelo contrário, os seus colegas o chamam para brincar devido o mesmo ter um raciocínio bem rápido para estes jogos, sempre sendo requisitado como parceiro em disputas.”, declara o docente.

Depoimentos na internet e no próprio site da fabricante são encontrados tecendo elogios e resultados positivos.Para um docente de educação infantil e ensino fundamental I,principalmente de escola pública, parece um sonho que emsua sala de aula todas as mesas fossem estas. Diante de tanta tecnologia e a oportunidade de incluir seus alunos no mundo digital, assim como, auxiliar aqueles que possuem alguma dificuldade de aprendizado, o despertar do sonho logo acontece, devido aoproduto ser de alto custo, além do mais os aplicativos dos jogos são pagos mensalmente elevando o valor. Infelizmente diante dos recursos escassos paraa educação e o custo que envolvepara adquirir esta tecnologia, acabase tornando inviável, levando ao distanciamentocada vez maisdestas ferramentas. Os docentes poderiam utilizar esta ferramenta pedagógica para a facilidade do aprendizado de seus alunos, visto que hoje as crianças interagem com a tecnologia mesmo antes de lerem e escreverem, além de trabalharema inclusão e a socialização em sala de aula.

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