A LEITURA E ACESSOS SENDO PROPORCIONADA DE FORMA MAIS INDEPENDENTE AOS CEGOS (POR MARCOS TREUK)

A LEITURA E ACESSOS SENDO PROPORCIONADA DE FORMA MAIS INDEPENDENTE AOS CEGOS

Por (Marcos Roberto Treuk, RU 1799779)
Polo – União da Vitória - PR
Data (28/08/2017)

“Em 1854, quase três décadas após a criação do alfabeto em braille pelo jovem cego Louis Braille, o país teve sua primeira escola para deficientes, o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, fundada pelo imperador Dom Pedro II. Após a Proclamação da República, o colégio passou a se chamar Instituto Benjamin Constant e, até hoje, é grande referência sobre o assunto no Brasil.”
Crédito: Marcello Casal Jr. /Agência Brasil
No Brasil, vivem de acordo com o IBGE, mais de seis milhões de deficientes visuais. Essa deficiência abrange várias condições oftalmológicas, entre elas a cegueira.
Há alguns anos atrás, começou a revolucionar o acesso dos deficientes visuais à educação, à leitura e à tecnologia. Segundo Virgínia Vendramini, ex-professora de literatura e revisora braille do Instituto Benjamin Constant,  relata que desde a década de 1960, com grande comercio e conhecimento dos gravadores em fita cassete, muitos têm substituído a leitura em Braille pela leitura falada. Hoje, as bibliotecas que possuem acessibilidade para cegos oferecem mais livros falados do que em Braille.
É preciso lembrar que o Braille ainda é importantíssimo para a alfabetização de crianças e para a inclusão de cegos na sociedade. A impressão de informações em Braille nas embalagens de remédios e nos elevadores, por exemplo, foi uma grande conquista dos deficientes visuais. Mesmo que os cegos alfabetizados não utilizem para leitura de livros, consegue ser mais independente, pela modernização dos locais de acesso escritos em Braille.
A atualização associada a modernidade trouxe outro sistema aos cegos além do já conhecido Braille:  DAISY – Digital Accessible Information System [Sistema de Informação Acessível Digital, em português]. Ele proporciona com praticidade a leitura aos cegos, para que possam estudar e trabalhar em computadores, celulares, tablets. “O DAISY é tido pelo Ministério da Educação – que inclusive adaptou o sistema e criou o MECDAISY – como principal parâmetro para publicações inclusivas.”
 Bibliotecas inclusivas
Biblioteca Pública do Paraná (BPP), em Curitiba, é bem acessível para cegos. Com um acervo de mais de 25 mil livros digitais, sendo dois mil em Braille e três mil livros falados, tanto para crianças quanto para adultos, a BPP é considerada uma das maiores bibliotecas inclusivas do Brasil.
“Já tivemos o maior nacional de livros acessíveis; hoje, outras bibliotecas já nos ultrapassaram, inclusive a Biblioteca Pública do Amazonas, que utilizou nosso acervo como base e hoje tem seu próprio.”, conta Cleomira Burdzinski, coordenadora da Sessão Braille da BPP.

Fonte: www.acritica.com

“De acordo com Cleomira, o critério para a disponibilização das obras é a própria demanda dos deficientes visuais, que vão à Biblioteca e as requerem. Para os livros falados, existe um programa de voluntariado que recruta narradores.”
Na cidade de Maringá, há um projeto de nome Visão da Liberdade, este trabalha pela múltipla inclusão, para que seja possível a produção de material didático em Braille e livros gravados em áudio, os detentos da Penitenciária Estadual de Mariangá, junto com a Secretaria Estadual de Educação narram e produzem os livros para a alfabetização de deficientes visuais. “A produção é distribuída para 195 cidades atendidas pelo Centro de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência de Maringá.”
                                                      Fonte: www.acritica.com
Há grande importância em começar por órgãos públicos o processo de inclusão. A iniciativa em bibliotecas é fundamental, pois por meio dela acontece à interação dos alunos com o mundo, traz eles para o conhecimento permite que eles possam fazer uso de seus direitos à informação e à cultura. 
Há um projeto de Acessibilidade em Bibliotecas Públicas que selecionou 10 bibliotecas que já ofereciam algum tipo de acessibilidade no acesso físico ou no acervo, sendo duas por região do País.

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